DARFUR

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the Institutions of the European Union for immediate dispatch of an international
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O Rio



Sempre pensara em ir

caminho do mar.

Para os bichos e rios

nascer já é caminhar.

Eu não sei o que os rios

têm de homem do mar;

sei que se sente o mesmo

e exigente chamar.

Eu já nasci descendo

a serra que se diz do Jacarará,

entre caraibeiras

de que só sei por ouvir contar

(pois, também como gente,

não consigo me lembrar

dessas primeiras léguas

de meu caminhar).

Deste tudo que me lembro,

lembro-me bem de que baixava

entre terras de sede

que das margens me vigiavam.

Rio menino, eu temia

aquela grande sede de palha,

grande sede sem

fundo que águas meninas cobiçava.

Por isso é que ao descer

caminho de pedras eu buscava,

que não leito de areia

com suas bocas multiplicadas.

Leito de pedra abaixo

rio menino eu saltava.

Saltei até encontrar

as terras fêmeas da Mata.



continua ... João Cabral de Mello Neto - O Rio

Foto: Araquém Alcantâra



Asas de Lata

Diz ser um anjo na Terra, os olhos do Deus Bendito, deixado neste pequeno mundo por outro Anjo de olhar aflito. Apareceu como por encanto, nasceu do nada, terá nascido!? Trava invisíveis batalhas, com um demónio desconhecido…
Espada de madeira em punho, escudo feito de amolgada lata, desfere golpes ao triste acaso, numa demanda incompleta. Arcanjo em luta eterna, trás o céu de encontro à terra, não diz coisa com coisa, é louco em santa guerra, na refrega da batalha, fala uma estranha linguagem, raios de luz em sua volta, dão misticismo à pálida imagem. Poisa a espada e escudo, exausto ao fim do dia, unge os restos da batalha, com gotas de água fria.
E cai a noite no fim da rua, onde já não há mais casas, quatro paus fazem de abrigo, lar feito de velhas tralhas. No vago que resta do dia, uma fogueira repõe o calor, é o descanso do guerreiro, por quem ninguém sente amor.
Mas, esperem aí um momento, que estranho, abre-se o silêncio, formas de muitas criaturas saídas da bruma, atravessaram a ilha à tua procura aqui no teu canto. Todos te olham com infinita ternura, roçam seus corpos no teu de mansinho, dão-te singelo agasalho, em gesto de puro carinho.
Mas eis que chega um humano, que irritado corre comigo como se fosse um judeu, acordo! Era um sonho, e o louco anjo era…eu…





“Nada me surpreende mais que o homem.

Ele acaba com a sua saúde para conseguir dinheiro.

Depois, gasta todo seu dinheiro para recuperar a saúde.

Vive como se nunca fosse morrer. E morre sem ter vivido.”




Dalai Lama
CANTAI AINDA

Cantai ainda, sob as árvores
à beira rio, entre noite e dia.

Que as chuvas vos acordem
num dilúvio
de gestos feitos de alegria.

A fresca madrugada
se abra à luz
sonora e alada.

E que seja brando o vento
dos dias caindo devagar
sobre o teu rosto

de olhar, por fim, a terra amada
à luz do sol resplandecente
na pura harmonia do poema.


in Vieira Calado
em Poemas Soltos & Dispersos, ed.litoral

Mike Oldfield - Tubular Bells


***
"Temos apenas este momento,
brilhando como uma estrela nas mãos
e derretendo-se como um floco de neve"
Mary B. Ray







Libertar os animais, reumanizar a vida
Enxergar nas outras espécies seres que sentem e sofrem é um enorme passo para que o ser humano se livre das brutalidades que comete contra si mesmo.


O Chapéu de Bento XVI


Peça ao Papa para deixar de usar o seu chapéu de arminho e a capa debruada com a mesma pele, que por vezes usa. Sua Santidade Bento XVI por certo desconhece o sofrimento destes pequenos animais, que são capturados e esfolados vivos para que os Altos dignatários da Igreja e da Nobreza possam usar as suas peles .


*



Devendra Banhart - A Ribbon

"Quero fazer os poemas das coisas materiais,
pois imagino que esses hão de ser
os poemas mais espirituais.
E farei os poemas do meu corpo
E do que há de mortal.
Pois acredito que eles me trarão
Os poemas da alma e da imortalidade."
E à raça humana eu digo:-
Não seja curiosa a respeito de Deus,
pois eu sou curioso sobre todas as coisas
e não sou curioso a respeito de Deus.
Não há palavra capaz de dizer
Quanto eu me sinto em paz
Perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos,
Embora de Deus mesmo eu não entenda
Nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva
É para mim um milagre,
Milagre cada polegada cúbica de espaço,
Cada metro quadrado de superfície
Da terra está cheio de milagres
E cada pedaço do seu interior
Está apinhado de milagres.
O mar é para mim um milagre sem fim:
Os peixes nadando, as pedras,
O movimento das ondas,
Os navios que vão com homens dentro
- existirão milagres mais estranhos?"


Walt Whitmann


Chuva Ácida

O termo chuva ácida foi usado pela primeira vez por Robert Angus Smith, químico e climatologista inglês. Ele usou a expressão para descrever a precipitação ácida que ocorreu sobre a cidade de Manchester no início da Revolução Industrial. Com o desenvolvimento e avanço industrial, os problemas inerentes às chuvas ácidas tem se tornado casa vez mais sérios. Os cientistas descobriram que a poluição do ar causada pela combustão de combustíveis fósseis é a maior causa da chuva ácida. Os componentes principais da poluição do ar que provocam a chuva ácida são o dióxido de enxofre ( SO2) e os óxidos nítricos. A chuva ácida forma-se normalmente à elevadas altitudes nas nuvens, onde o dióxido de enxofre e os óxidos nítricos reagem com a água, oxigênio e oxidantes. Esta mistura forma uma solução de ácido nítrico e sulfúrico. A luz solar aumenta a frequência destas reações. A água da chuva, a neve, o nevoeiro e outras formas de precipitação, contem as soluções de ácido nítrico e sulfúrico que caem na terra sob a forma de chuva ácida. Porém, a chuva ácida não é a causa de toda a acidez que cai na terra. Cerca de metade da acidez na atmosfera cai para a terra sob forma de gases e partículas secas. O vento transporta estas partículas ácidas e gases para os edifícios, carros, lares e árvores. Esses gases e partículas são por vezes lavados das árvores e outras superfícies pelas tempestades. Quando isso acontece, a água proveniente da chuva junta esses ácidos à chuva ácida tornando a combinação ainda mais ácida.

+ em Brasil Escola



Necessito de um ser, um ser humano

Que me envolva de ser

Contra o não ser universal, arcano

Impossível de ler



À luz da lua que ressarce o dano

Cruel de adormecer

A sós, à noite, ao pé do desumano

Desejo de morrer.



Necessito de um ser, de seu abraço

Escuro e palpitante

Necessito de um ser dormente e lasso



Contra meu ser arfante:

Necessito de um ser sendo ao meu lado

Um ser profundo e aberto, um ser amado.



Mario Fustino


II Thinking Blogger




Venho agradecer de coração aos queridos amigos, Félix do blog Desambientado e ao Jorge Moreira pelas nomeações ...como um dos "'5 Blogs That Make Me Think". (5 Blogs que me fazem pensar) e agora, tenho a tarefa de escolher (5+5) *10* , tendo blogs que já tiveram suas merecidas distinções e que também estão na lista de meu coração, e agradecendo à todos que por aqui passam.
Vamos à seleção dos blogs que sobretudo, assim como o do Felix e o do Jorge, me fazem, mais do que pensar, ...

que poderão copiar o selo e selecionar +5
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Venho expressar meu sincero agradecimento ao querido amigo Félix do blog Desambientado pela homenagem dada à esse Blog como um dos "'5 Blogs That Make Me Think". e agora, por ter a tarefa de escolher +5 , tendo blogs que já tiveram suas merecidas distinções, e agradecendo à todos que por aqui passam.
Vamos à seleção dos blogs que sobretudo, assim como o do Felix, me fazem, mais do que pensar, mais acreditar um mundo melhor...

que poderão copiar o selo para colocar no seu blog
e selecionar 5 novos eleitos.
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