

SONHO OU REALIDADE?

Hoje os campos estão mais verdes
As aves voam lá no alto e gritam
Já se derrubam todas as paredes
As crianças com frio não tiritam
Hoje foi um dia de muita exaltação
Acabaram com toda a pobreza
Findaram as guerras de estimação
Grande finta nesta enorme tristeza
E o Sol brilha lá no azul do céu
Todas as núvens foram dissipadas
Acabaram-se as noites de breu
É a aurora de todas as alvoradas
Hoje os homens não competem!
Colaboram em todas as acções
São a verdade, já não mentem
Rejubilam!
Há alegria nos corações
As crianças são amadas! Desejadas
Há tempo para se brincar e estudar
As histórias já não são de fadas
O trabalho não é um fardo a pesar
Mas eis que acordo sobressaltado:
Como foi possível isto acontecer?
Foi sonho ou já estou acordado,
Ou já derem a primazia ao SER?
Esfrego os olhos, sentado na cama
Se foi sonho, um dia há-de acontecer
Já não será vilipendiado quem ama
Outros olhos estarão então a VER
Vem sonho! Vem meu ser inundar
Vem transmutar em lume mais forte
Esta vontade de tudo alcançar
Vem lançar a vida e vencer a morte
foto Isabel * José António in Poesia Viva

Rio Xingu
Povos indígenas condenam construção de complexo hidrelétrico de Xingu (trecho de matéria publicada no site ambientebrasil )
Cerca de 200 participantes do encontro dos povos indígenas do Xingu, encerrado esta semana, em Altamira (PA), condenaram a construção de duas barragens (Belo Monte I e II) no Rio Xingu. Para as 17 etnias representadas e 18 organizações da sociedade civil mobilizadas no evento, "qualquer intervenção no Xingu provoca a extinção da caça, do peixe e afeta profundamente nossas terras e nossa saúde (dos indígenas)".De acordo com o documento, resultante do encontro dos povos indígenas do Xingu sobre a construção do Complexo Hidroelétrico do Xingu", a construção de barragens irá atingir "os povos indígenas, as comunidades de agricultores, a floresta e afetar a biodiversidade prejudicando a vida na Bacia do Rio Xingu".
enxerto extraído do Blog da Ursa Sentada

